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Via sacra Estação. Jesus com a cruz às costas.

 

Leitor 1

Jesus é condenado. Gritos de alegria da multidão que fora incentivada pelos escribas, fariseus, sacerdotes a gritar “crucifica-o”. É preciso trazer o instrumento do suplício. A condenação à cruz era a mais cruel, humilhante e aplicada somente a grandes criminosos.

A cruz é trazida. Geralmente o condenado ao vê-la, blasfemava, chorava, xingava e era compelido a carregá-la. O centurião romano que já vira muitas condenações espera tal reação. Mas, para espanto dele e dos soldados, esse Homem é muito diferente. Não esboça uma reação de revolta, não se apavora. Abraça a cruz, começa a carregá-la. Já está exausto, flagelado, coroado de espinhos. (Mt. 27, 27 – 30)

A multidão se põe a caminho para ver o espetáculo.

Leitor 2

Em seus trajes de festa o sumo sacerdote e escribas acompanham felizes a sua “vitória”. Que maravilha, passou o perigo deste homem “tirar-lhes” o poder e desmascará-los.  As ruas estreitas e sinuosas de Jerusalém estão cheias! Nem nos dias de festa há tanta gente.

A cruz! Lá vai o Homem levando a sua, a pior de todas, a mais pesada de todas.

A cruz causa horror… E, no entanto, todos nós temos uma para carregar. Faz parte da condição humana e ninguém pode escapar.

“Quem quiser ser meu discípulo, tome sua cruz e siga-me”. (Mc. 8,34 -36)

Leitor 3

Nesta estação, caro devoto de Jesus Misericordioso, quero dizer-lhe como diz Jesus a Santa Faustina. A vasilha com a qual podemos retirar as graças do coração de Jesus, é a confiança. Quanto mais tivermos confiança nele, tanto mais graças alcançaremos.

Na misericórdia de Deus encontramos força para a luta da vida. Nós somos a Igreja militante, isto é, que está em luta contínua. Que luta? O bem contra o mal. As forças do mal lutam contra as do Bem. Jesus disse a Pedro que as forças do mal, do inferno, não poderiam vencer a Igreja. ( MT. 16, 18 -19)

Santa Faustina, em seu Diário, nos exorta a confiarmos em Jesus Misericordioso. Nesta estação da Via Sacra, contemplamos Jesus com a cruz às costas. Ele tomou as nossas dores, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado.

Divina Misericórdia, descanso neste vale de lágrimas, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós

Pe. Macedo da Divina Misericórdia.