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IVLeitor l.

Pelas ruas de Jerusalém lá vai o “cortejo”.

O condenado carrega sua cruz com dificuldade; a cidade está tumultuada, a multidão segue alvoroçada para ver tudo que acontece. Nunca uma execução havia arrastado para as ruas tão grande multidão.

Qual profeta, ele se insurgiu contra o mal. Tudo tem seu preço. João Batista, não muito tempo antes, já havia irritado o rei Herodes. Pagou caro, com a vida. O Profeta dos profetas não teria sorte diferente.

Numa casa ali perto, está a mãe do sentenciado, do “malfeitor”.

Pessoas amigas e familiares estão com ela. Tentam confortá-la. Há palavras que possam consolar tão grande dor?

 

Leitor 2.

Maria diz: vou ao encontro do meu filho. Logo todos dizem que não deve, pois é muito perigoso, o tumulto é grande, a multidão está “fora de si”. É prudente, portanto, ficar em casa e não se expor a insultos e talvez até agressões. Pedro havia negado o Mestre por medo. (Mc. 14, 66 – 72).

É perigoso ser amigo dele neste momento. Quanto mais, a mãe do condenado sair às ruas para ver seu filho num momento como este.

Contudo, Maria não desiste. Ela que sempre esteve ao lado de Jesus, haveria de abandoná-lo nesta hora de tanta dor? Com coragem Maria vai ao encontro de Jesus. Seguem-na o apóstolo João e algumas pessoas piedosas

Maria olha Jesus, este olha sua mãe. Não há necessidade de palavra alguma. A presença de Maria neste momento já diz tudo.

Vem à mente de Maria as palavras do velho profeta Simeão: Quanto a ti, uma espada de dor transpassará tua alma. (Lc. 2, 34 – 35)

 

Leitor 3.

Realiza-se plenamente a profecia. Maria a fiel serva do Senhor está “a postos”. Não se afasta jamais de seu filho, seja na dor, seja nas Bodas de Caná quando a hora de Deus é modificada para atender seu pedido e trazer alegria à festa de casamento, quando então corre o vinho bom. (Jo. 2, 1 – 2)

Na Via Sacra vemos a figura da mãe. Aqui, Mãe de toda a humanidade, Maria, a Nova Eva. Mas quantas mães sofrem na família, na educação de seus filhos. Amor de mãe! É o amor mais puro, mais intenso, mais oblativo.

Você que é mãe, olhe a Mãe das mães neste caminho e com ela adquira força para não desanimar na luta para o bem, na incessante tarefa de levar seus filhos para Deus, para o bem, para uma vida feliz.

Ela é o modelo perfeito das mães! Tendo a honra de ser a Mãe mais digna e importante do mundo, não seria exemplo para as mães se não tivesse passado pela dor, e que dor! Pois não há mãe que não passa.

Divina Misericórdia, doçura da vida, tende misericórdia de nós.

Diga ao ler esta reflexão: Divina Misericórdia eu me consagro a Vós

Pe. Macedo da Divina Misericórdia.